Até que a morte nos Ampare - Marcos Martinz (Resenha)

Publicado: 23/02/2019

Olá meus amores!! Túúro bom com vocês? Fevereiro já está quase no fim né? Como estão as leituras? A resenha de hoje é sobre o livro Até que a morte nos Ampare do autor Marcos Martinz . Era um livro que eu há muito tempo já queria ler, sério...estava doida pra ler, não somente pela capa maravilhosa que me chamou a atenção (olha a doida das capas aqui rs) como também pela sinopse que me despertou o interesse.

 

— Você fuma? — não hesitei em perguntar. 

 

— Claro que não, é apenas uma desculpa para ir buscar algumas almas enquanto vocês conversam. Se eu fosse fumar toda vez que me estressasse, não existiriam mais cigarros. — Doce feito um coice de mula, foi-se o ceifador espairecer-se com a busca de alguns espíritos.

 


O livro já começa sendo contado, ou melhor narrado, por Marcos, pois é você entendeu bem o autor está contando a história, foi a primeira página e eu já estava achando sensacional rs. Uma espécie de biografia? De "por trás das câmeras"? Mas continuando, Marcos vai contar sobre sua amizade com ninguém menos que a Dona Morte além dos passeios que ele dava com ela conhecendo almas e histórias. 

 

Uma dessas almas que Marcos acaba conhecendo em uma noite é a de Rosinha, uma bela jovem que morreu no dia do próprio casamento. Rosinha é um moça muito educada, muito linda  e que recebe muito bem Marcos. A jovem fica muito feliz quando a Morte avisa que ele está ali para escrever uma história sobre ela. Ela de bom grado começa a narrar o que aconteceu.

 

A jovem explica que precisa descobrir quem teve coragem de a matar, ainda mais no dia do próprio casamento. Só assim ela poderá ter sua "liberdade" já que está presa em um looping temporal e que fica vivenciando todas as vezes o mesmo dia: o dia em que morreu

 



— Mas sofrer também está ligado a florescer e evoluir. Quem tem medo de sofrer para no tempo. — E novamente Rosa me deu um show de sabedoria.






— As pessoas precisam se regar mais de amor, para que floresçam. É um trabalho de “formiguinha” como quando regamos um jardim. Vivos, sejam jardins, reguem-se todos os dias, valorizem o perfume doce que é ser sua própria flor. — Por fim ela sorriu um tanto quanto emocionada, tentando esconder o choro de enfim ser presenteada com a oportunidade de ter um livro.


O livro é bem curtinho e eu admito que fiquei escrevendo e apagando, muitas e muitas vezes. Acho que eu entrei no mesmo looping temporal que a Rosinha estava rs. Mas porque você ficou fazendo isso? Porque eu tinha medo de soltar spoillers e tem gente que não gosta né? Preferi trazer então alguns quotes, embora até alguns deles que eu tinha separado tinha spoillers rs. 

 

Olha eu não tenho adjetivos a altura para descrever esse livro! É sério gente! Porque na verdade sempre que eu vou com muita expectativa no livro eu fico com medo de algo dar errado rs. E esse livro não tem absolutamente nada de errado. A escrita é bem fluída, os personagens são bens construídos e tudo ocorre no tempo certo. Não há correria e nem "lacunas" a serem preenchidas no término da leitura.

 

Eu nunca tinha lido nada do autor, quando acabei minha vontade era mandar um e-mail pra ele e agradecer muito por nos ter presenteado com algo tão lindo. Até que a morte nos ampare, trás romance, trás crenças populares, cultura, trás a morte (de um jeito que a gente não está acostumado a ver), trás problemas sérios, e muito atuais, trás palavras lindas que te tocam e que são de suma importância. Aliás adorei a forma como os assuntos foram abordados.

 

Até que a morte nos ampare está disponível no site da Editora Skull e também está disponível em e-book no site da Amazon, inclusive para assinantes do Kindle Unlimited. Espero muito que vocês tenham gostado da resenha e me deixem aqui nos comentários suas opiniões, se já conheciam o livro, ficaram com vontade de ler?

 

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 Resenha e fotos disponibilizadas pelo blog @vidadebibliotecaria

 

 

 

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